dou por mim a sentir o cheiro da perda entranhado em mim.
o cheiro que entre nas narinas e se entranha no nosso cérebro como se nós tivéssemos que o carregar. entra nas nossas narinas e não é fácil de o tirar.
entra o cheiro do fumo das nossas memorias queimadas e vem mostrar-nos que o que se passou não foi apenas um pesadelo. entra o cheiro. corrói-se a alma.
e, quando menos espero, ele volta a entrar-me nas narinas e volta a trazer as memorias de um tempo que não desejo por nada voltar a viver.
enquanto me sento na cadeira no café e aprecio a pouca paisagem que o rodeia, lá vem o cheiro.
vem a memoria do cheiro e logo voltam as imagens negras.
volta tudo num instante.
desvanece-se o sorriso.
vai-se a vontade de me alegrar.
e vem a vontade de me afundar na cadeira vermelha do café.
tudo desaparece.
tudo desapareceu.
regressará?
regressará, sem dúvida.
ResponderEliminarresta que descubras sempre a tua força especial que não te faça afundar na cadeira ou esvanecer o sorriso.
eu posso e estarei algures para te lembrar que essa força existe em ti.