hoje passeei na rua velha como se fosse nova.
como se fosse a primeira rua por onde passava.
com uma melodia antiga mas que me pareceu nova também.
e tudo me pareceu lavado.
a luz do sol poente mas alto, o alcatrão velho mas quase imaculado da estrada e a casa antiga mas acolhedora que sempre me trouxe à memória coisas boas de todos os tempos.
observei, à porta do meu lar, duas turistas que passavam devagar em direcção ao mar.
deve ser bom encontrar um sitio calmo como este para passar uns dias de reflexão, não acham?
e fiquei ao sol da rua, a fazer a fotossíntese para que o fim de tarde me corresse bem.
e correu.
um dia disse que não, contrariando meses e meses de sim's primeiro amedrontados, depois aventureiros, treinados e finalmente, já no final desses longos meses, cansados e repetitivos. Arrancados como dor. Contrariei com um não, tão forte. Tão apetecido.
ResponderEliminarE a frescura entrou. A novidade, um vazio que nunca antes quisera sentir, era naquele momento a minha alegria.
Nesse momento viajava de carro, atravessei um viaduto, que descia e fazia estremecer a barriga.
Nesse momento não só a gravidade se me estremeceu como também a liberdade.