
hoje apetece-me fechar-te e nunca mais te abrir.
a frustração de não conseguir dizer-te nada é tanta que se me parte o coração por saber que eras quase um retrato meu e, de repente, deixaste de o ser.
se calhar a vida são mesmo fases e esta já acabou.
vou dar-te mais um pouco de tempo, a ver se te assustaste com a ameaça de te fechar.
talvez seja hoje o ultimo dia.
talvez não.
quem sabe?
há uma infinidade de pessoas que se cruzam connosco.
ResponderEliminarqualquer uma pode modificar a nossa vida.
há pessoas que entram nela e saem logo a seguir, outras que parece que vieram só para magoar. há outras, há muitas, mas essas, as que ficam sempre, não as esqueças.
há outro tipo de pessoas: as que não se escolhem. neste momento sinto-me zangada e farta.
são sempre as mesmas conversas, os mesmos problemas. as mesmas exigências, as mesmas zangas, os mesmos risos, a mesma pessoa.
tudo isso advém sempre de um lado que me puxa e me suga. e não se aguenta mais...mas que se há de fazer: não pude escolher, talvez não quereria também.
já foi uma infância um pouco estragada, já foram mudanças muito drásticas, já foram segredos que nunca vou contar, já foram vergonhas e já foi muita coisa. já se levantou a cabeça e já se andou. já se esqueceu de leve, já se lembrou. por vezes cai-se não é?
sabes, às vezes acho, não só acho como tenho a certeza, de que não chegam a ter noção do que se sofre. é uma raiva e uma mágoa acumulada que vai crescendo, é uma pipoca iminente de saltar. é uma revolução cá dentro que não se sabe de onde vem e o porquê se sair.
não sabem kina, e isso é o pior.
desculpa o texto que não tem nada a ver, mas talvez te lembre do quão importante são as palavras. abri-las e cantá-las.