28.3.10

olha para esta paisagem.
agora imagina-a sem casas. sem estradas.
imagina que o teu carro deixa de existir, assim como todos os outros carros.
imagina que estás comigo.
imagina os campos, que te parecem não ter fim, sem cercas, sem impedimento algum.
imagina-te a correr até fartar nesses campos.
imagina-te a rebolar na erva fresca com o sol a bater-te em todo o corpo estendido.
imagina um charco livre de todas as impurezas, de todas as poluições.
imagina a frescura dessa água no teu corpo nu e quente.
imagina essa água limpa que te percorre o corpo e te chega à alma.
imagina a forma como boias nessa água.
consegues sentir a frescura?
consegues sentir que o mundo é nosso e que a brisa que percorre a sua superfície é parte da nossa respiração?
imagina que corres até ao mar.
imagina o mar.
imagina as ondas a bater na pedras e o mar a chamar por ti.
fecha os olhos, depois de leres isto.
diz-me se consegues imaginar um mundo onde és livre e onde não és condenado por nada. onde fazes o que sentes. imaginar um mundo onde fazer o que se sente é bom e não condenavel por ninguém, porque é o que cada um sente.
eu consegui.

Sem comentários:

Enviar um comentário